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Parte 16 - Fazendo a Core-Biopsy

Resumo das postagens anteriores:
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Minha mama começou a sangrar espontaneamente: Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento enquanto ele aumentava: Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando: Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema: Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia e eu resolvi procurar uma segunda opinião: Parte 6
A médica-anjo pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal: Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e uma nova citologia e me encaminhou para o 8º médico: Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
A ressonância só mostrou um a área estranha: Parte 11
A médica-anjo indicou que eu fizesse uma cirurgia com o médico grosso: Parte 12
Deus fez mais um milagre e minha médica indicou que eu fizesse uma Core Biopsy: Parte 13
O médico grosso se negou a prescrever a Core Biopsy: Parte 14
Resolvi pagar pela Core Biopsy: Parte 15
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No dia da biópsia, eu estava bastante ansiosa. Eu levaria várias furadas de uma agulha super grossa e haveria também uma pequena incisão com o bisturi. Felizmente havia anestesia local. Eu tinha medo que isso tudo piorasse o meu caso. Rezei bastante antes que a biópsia começasse e isso me ajudou um bastante. A especialista-anjo entrou bastante animada, me chamando pelo nome. Ela já conhecia o meu caso, de tanto conversar com a minha médica-anjo. Suspeito que foi essa especialista-anjo que sugeriu para a minha médica-anjo que eu fizesse a ressonância essa biópsia também, o que me fez admirar o seu comprometimento com o trabalho e sua determinação em resolver problemas. É uma ótima profissional, assim como minha médica-anjo.

A especialista-anjo começou então a biópsia. Começou com a anestesia, e em seguida pediu o bisturi. Neste momento resolvi virar o rosto para o outro lado para não ver o que ia acontecer ali. Em seguida ela colocou a agulha para retirar os fragmentos. Essa agulha dispara de dentro dela, o metal cortante que coleta os fragmentos do tecido. Realmente não doeu nada, somente ardia. Porém, a especialista-anjo teve que fazer esse procedimento várias vezes, então foi ficando cada vez mais dolorido. Geralmente não se tira tantos fragmentos, então não dói tanto como o meu doeu. A especialista-anjo também comentou que estava sangrando muito, mas que provavelmente seria por causa do sangue que já estava preso na mama. Ao término do exame, saí da sala como se tivesse levado uma surra. Em seguida fomos levar o material que foi coletado para a clínica que faria a análise. Dentro de 10 dias sairia o resultado. 

Fui para casa e, conforme recomendações médicas, coloquei bastante gelo no local das incisões. Na verdade só doía quando eu fazia certos movimentos com o braço, como levantar muito, ou quando eu tocava na minha mama. fora isso, eu conseguia fazer tudo normalmente, mas mesmo assim me senti exausta devido ao estresse gerado pelo medo desta biopsia. Demorou uma semana para que eu me recuperasse completamente.
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Próxima Postagem: Parte 17

Parte 15 - O jeito é pagar

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Minha mama começou a sangrar espontaneamente: Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento enquanto ele aumentava: Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando: Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema: Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia e eu resolvi procurar uma segunda opinião: Parte 6
A médica-anjo pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal: Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e uma nova citologia e me encaminhou para o 8º médico: Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
A ressonância só mostrou um a área estranha: Parte 11
A médica-anjo indicou que eu fizesse uma cirurgia com o médico grosso: Parte 12
Deus fez mais um milagre e minha médica indicou que eu fizesse uma Core Biopsy: Parte 13
O médico grosso se negou a prescrever a Core Biopsy: Parte 14
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Ao chegar em casa, liguei para o celular da minha médica e contei todo o acontecido. Contei também que esse médico grosso foi médico da minha avó e que ele foi muito negligente com ela. Eu disse que poderia pagar pela Core Biopsy, já que o médico não tinha solicitado na guia do meu plano de saúde. A médica escutou tudo e disse que não precisaria que eu fizesse isso, pois seria muito caro. Insisti que não teria problema em pagar, mas ela disse que pensaria no meu caso, consultaria outro médico e me ligaria para dizer o que decidiu. Ela acrescentou que eu não e preocupasse, pois ele acreditava que o meu caso era um papiloma intraductal, como o 2º médico havia dito. Eu também achava isso. Como já era véspera da semana de carnaval, a solução do meu problema foi novamente adiada.

Já fazia uma semana que o carnaval tinha passado e a minha médica ainda não havia me ligado. Decidi então ligar para ela, dizer que a minha mama voltou a sangrar mais e que eu estava disposta a pagar pela Core Biopsy se fosse necessário. Na verdade eu só queria lembrá-la de resolver o meu problema. A médica então concordou em fazer a biópsia. Ela marcou um dia para que eu a encontrasse no consultório dela para pegar a requisição do exame. Nesse dia ela nem iria dar consultas, mas poderia passar lá só para me encontrar. Eu admiro muito essa médica. Ela podia me tratar como instrumento de trabalho dela, mas ela me vê como pessoa. Em geral, os médicos não são assim. Outra médica legal é a especialista em mama que faz minhas ultrasonografias. Quando encontrei minha mastologista-anjo, ela me disse que a médica das ultrasonografias havia perguntado por mim. Era com essa especialista em mama, especialista-anjo, diga-se de passagem, que eu faria a minha biópsia. Eu já sabia que elas sempre conversavam sobre o meu caso, mas foi bom saber que elas se importam em saber sobre o meu caso. É legal perceber esse interesse. Depois de passar por tantos médicos desinteressados, é um alívio saber que minha médica-anjo está fazendo o melhor, colhendo várias opiniões para encontrar a melhor alternativa. Marquei então a biópsia para 15 dias depois, que era a data mais próxima.
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Próxima Postagem: Parte 16

Parte 14 - Novamente o 8º médico

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Minha mama começou a sangrar espontaneamente: Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento. O sangramento aumentou muito: Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando: Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema: Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia e eu resolvi procurar uma segunda opinião: Parte 6
A médica-anjo me pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal: Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e outra citologia e me encaminhou para o 8º médico: Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
A ressonância so mostrou um a área estranha: Parte 11
A médica-anjo indicou que eu fizesse uma cirurgia com o médico grosso: Parte 12
Deus fez mais um milagre e minha médica indicou que eu fizesse uma Core Biopsy: Parte 13
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Marquei uma consulta com o 8º médico, o grosso, para pegar a requisição da Core Biopsy. Isso demorou uma semana, mas era um exame caro, então era melhor esperar do que pagar. Porém, no dia da consulta, eu me arrependi muito dessa escolha. Assim que entrei na sala, ele nem se lembrava de mim, foi ler o meu prontuário para ver o que eu estava fazendo ali. Pediu para ver a ressonância, então eu disse que era a paciente da minha médica-anjo, então ele se lembrou de mim:
- Ah, lembrei de você agora. Eu falei com ela sobre você essa semana.
- É. Ela me contou. Ela me disse que o senhor ia me passar uma guia para que eu fizesse uma Core de mama.
- Mas olhe, pelo que eu estou vendo aqui na sua ressonância, a gente tem que fazer uma cirurgia mesmo. Tem que retirar essa região aí. O procedimento é esse.
Fiquei com muita raiva, pois esse médico nunca havia me examinado e já estava dando um diagnóstico? Será que ele pensa que “cirurgia” é um remédio natural que não tem efeitos colaterais? Isso é porque ele não tem seios, por isso é que ele tá ratando o meu como se fosse um pedaço ruim de uma fruta que a gente tira um pedaço e pronto. Tive vontade de dizer “vá tirar um pedaço das suas partes, seu idiota”. Mas, na verdade, o que eu disse foi:
- Mas a doutora me disse que seria melhor fazer esse exame para ter uma idéia de como é o problema.
- Mas para quê fiar rodeando o fogo sem apagar? Eu estou vendo que tem que retirar isso aí. É melhor retirar logo. Quer ver? Deixe eu te examinar.
Ele examinou, muito mal examinado e concluiu:
- É, temos que retirar, mas como eu estou vendo que você está relutante, não vou passar seus exames pré-operatórios não. Fale com a doutora, afinal ela é a sua médica, você é paciente dela, eu só iria fazer a sua cirurgia.

Agradeci e saí de lá. Eu estava com muita raiva daquele médico idiota que requisita uma cirurgia como se estivesse prescrevendo remédios. Em que mundo estamos? Quantos médicos péssimos! Eu não sabia se ficava com mais raiva por ter perdido o meu tempo ou por ele ter dito que a minha médica estava errada, como se ele fosse melhor do que ela. Fiquei muito estressada com isso. É incrível como além de você tem um problema sério, as pessoas ainda conseguem piorar a situação. Tive que faltar ao trabalho para resolver isso, e tudo em vão. A minha sorte é que o meu chefe é muito gente boa. Ele é casado com a minha amiga, então, antes de ser meu chefe ele já era meu amigo. Eu sempre contava todos os meus problemas médicos para ele. Ele sabia de todos os passos e resultados e sempre me apoiava todas as vezes que eu precisava resolver esses problemas.
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Próxima Postagem: Parte 15

Parte 13 - E Deus se aproxima mais!

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Minha mama começou a sangrar espontaneamente: Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento. O sangramento aumentou muito: Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando: Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema: Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia e eu resolvi procurar uma segunda opinião: Parte 6
A médica-anjo me pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal:Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e outra citologia e me encaminhou para o 8º médico:Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
A ressonância so mostrou um a área estranha: Parte 11
A médica-anjo indicou que eu fizesse uma cirurgia com o médico grosso: Parte 12
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Os quatro dias que sucederam essa notícia foram péssimos. Eu não conseguia parar de pensar nesse médico grosso que faria a minha cirurgia. Eu me sentiria melhor se fosse com a minha médica, mas tinha medo de fazer no hospital do câncer. Era uma dúvida cruel e o que estava em risco era minha amamentação e minha mama. Eu tinha muito medo de ter que retirar muitos ductos mamários e eu não conseguir amamentar os filhos que um dia eu queria ter. Foram péssimos dias. Uma dúvida que me angustiava. Um problema que eu não conseguia solucionar. Várias vezes perguntei para a minha amiga enfermeira o que ela achava, mas mesmo assim eu não conseguia decidir.

Certa manhã, quatro dias depois da notícia da cirurgia, eu estava ao mesmo tempo trabalhando e escutando a rádio do padre Marcelo Rossi. Como esperado, eu não conseguia me concentrar muito na rádio por causa do trabalho. Mas eu sabia que o padre estava falando sobre entregar os problemas a Deus. E ele repetia e continuava falando disso por muito tempo. Então pensei “Por que esse padre só fala disso? Vou eu prestar atenção pra entender”. E o padre falava: “Você precisa entregar os seus problemas a Deus. Você quando ouve o programa sempre diz que entrega, mas basta o programa acabar pra você voltar a pensar no problema, se preocupar, e pedir a Deus. Imagina o caso de um advogado: Você contrata o advogado, pede que ele resolva seu problema, mas fica o tempo todo ligando pra ele e pedindo pra ele resolver o seu problema, e resolver rápido, e resolver agora. Tudo tem que ser resolvido de acordo com a vontade de Deus e no tempo de Deus. Entregue os seus problemas a Deus. Entregue a sua vida a Deus. E depois esqueça o problema. Pare de se preocupar. Pare de pensar no problema. Deixe que Deus resolva. E então? Você confia em Deus?” E eu respondi que sim. E o padre perguntou novamente e eu respondi que sim com mais fé do que antes. E o padre perguntou uma terceira vez. E eu respondi que sim, que confiava em Deus, que meus problemas estavam nas mãos de Deus e que eu não iria mais me preocupar. E verdadeiramente senti uma paz, um conforto, como se realmente não tivesse mais aquele problema pra resolver.

Então, no intervalo comercial do programa do padre, meu telefone tocou. Era a médica, eu já tinha o telefone dela gravado. Ela me deu uma ótima notícia, que tinha uma alternativa para substituir minha cirurgia por enquanto, era uma Core Biopsy. Era um exame que, por meio de uma agulha grossa retira fragmentos de tecido da minha mama e faz uma biopsia. Seria uma mini-cirurgia. Ela disse que falou com o 8º médico, o grosso, para que ele me prescrevesse esse exame na guia do meu plano de saúde e também outro exame para diagnosticar um nódulo que tenho na outra mama (a que não sangra). Eu não estava com medo desse nódulo porque todos os médicos, de consultório ou de diagnóstico, disseram que era provavelmente benigno.

Quando desliguei o celular percebi que isso foi um milagre de Deus. Somente quando deixei as coisas nas mãos de Deus, ele resolveu o meu problema. Então eu não iria mais fazer a cirurgia com esse médico que eu não gostava. Chorei de alegria por Deus mostrar que está comigo, que está vendo a minha aflição. E pensava “eu sou uma pecadora como qualquer outra. Por que Deus está tão perto de mim? O que eu fiz pra merecer essa honra, essa felicidade que é saber que estou protegida de todo mal? Eu não mereço essas maravilhas que Deus faz por mim”. Liguei para a minha amiga enfermeira e contei tudo. Ela me disse que eu não entendo, mas que eu devo ser sim muito especial para Deus, que Ele não faria isso por acaso. Eu sentia uma emoção muito confusa dentro de mim; era uma mistura de felicidade com medo. Eu sentia um frio na barriga, como se alguma coisa estivesse prestes a acontecer. E fiquei refletindo sobre como basta a gente se abrir para Deus para ele fazer milagres. Na verdade Deus faz muitos milagres nas nossas vidas todos os dias, mas é preciso estar com Deus no coração para perceber essas bênçãos.
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Próxima Postagem: Parte 14

Parte 12 - De novo: cirurgia

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Minha mama começou a sangrar espontaneamente: Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento. O sangramento aumentou muito: Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando: Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema: Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia e eu resolvi procurar uma segunda opinião: Parte 6
A médica-anjo me pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal:Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e outra citologia e me encaminhou para o 8º médico:Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
A ressonância so mostrou um a área estranha: Parte 11
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GRILO: Estou cansado dessa agonia de ficar rico, ficar, pobre, ficar rico, ficar pobre. 
CHICÓ: E eu tô cansado dessa agonia de ficar inteiro, ficar sem uma tira, ficar inteiro, ficar sem uma tira...
(O Auto da Compadecida)


E eu estou cansada dessa história de preciso de cirurgia, não preciso de cirurgia, preciso de cirurgia, não preciso de cirurgia.
Chegou o dia de voltar para a minha mastologista-anjo. Ela olhou minha ressonância e a repetição do meu exame citológico. Contei para ela que o sangramento havia diminuído, mas que a região estava bem mais endurecida, como se o sangue estivesse ficando retido na mama, como se o fluxo nos ductos tivesse sido bloqueado. Então a médica me disse que, por causa dessa evolução, precisava fazer a cirurgia para retirar essa região e fazer biopsia, pois isso poderia se tornar um problema pior. Eu estava com meu namorado na consulta. Ela me explicou que retiraria somente a área comprometida e que eu ficaria com uma pequena cicatriz, mas que seria pouco visível. Apesar de já esperar que precisaria de cirurgia, ouvir isso me deixou triste e acabei chorando bastante no ombro do meu namorado, que por sinal sempre foi bastante paciente e sabe me consolar como ninguém e também é o único que consegue me fazer sorrir entre as lágrimas.

Eu poderia fazer a cirurgia pelo hospital do câncer, mas isso demoraria um pouco, então ela sugeriu fazer com o 8º médico, o grosso, e ela apenas assistiria a cirurgia. Eu concordei, mas fiquei um pouco insegura com esse médico, com medo que ele fizesse algo que minha médica não concordasse ou que ele não fizesse com tanto capricho quanto a minha médica faria.
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Próxima Postagem: Parte 13

Parte 11 - Ressonância (Resultado)

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Minha mama começou a sangrar espontaneamente. - Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento. O sangramento aumentou muito. Surgiu a suspeita de que eu teria um papiloma intraductal. - Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando. - Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema. - Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia mesmo sem conseguir diagnosticar o meu problema e eu resolvi procurar uma segunda opinião, conhecendo, então, a médica-anjo. - Parte 6
A médica-anjo me pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal. - Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e outra citologia e me encaminhou para o 8º médico: Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
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Em seguida, fui para a clínica, pois já estava perto da hora do meu exame e não daria tempo de fazer mais nada. Meu namorado foi comigo, pois eu estava com medo de me sentir mal por causa do contraste. Esperei um pouco, mas tudo correu muito bem. A médica que fez o exame era ótima. Ela me examinou antes e sentiu a região endurecida. Eu disse que nada tinha sido encontrado pela ultrassonografia. Ela disse que isso não era possível e pediu que eu fizesse uma ultrassonografia com ela. Marcamos para dois dias depois. Na verdade a minha mama estava bem mais endurecida do que entes, era quase a consistência de um osso. E o sangramento havia diminuído um pouco. Eu achava que o sangue não tinha parado de ser produzido, mas sim estava ficando retido dentro da minha mama, como se os me ductos mamários estivessem entupidos.

 Após isso, a médica me fez um questionário e me explicou como seria o exame. O exame foi desagradável, mas nem tanto como eu esperava. O ruim foi ter que ficar meia hora parada na mesma posição, o que me deixou com os braços dormentes. O contraste, injetado na veia, ardeu um pouco no início, mas depois passou. E assim, finalmente eu fiz a ressonância magnética das minhas mamas.
Eu estava ansiosa para saber o resultado da ressonância. Eu esperava que esse exame mostrasse o que havia de errado comigo. Eu achava que descobriríamos um papiloma intraductal, como o 2º médico havia me dito. Porém, ao receber o resultado, percebi que apesar de ter sido encontrada uma área estranha, nenhum nódulo foi encontrado, assim, o meu problema continuava sem diagnóstico e minha mama continuava sangrando, doendo e endurecida. E além de chorar todos os dias, eu estava chorando cada vez mais e estava ficando cada vez mais estressada. Este dia foi 08/02/2011 e já faziam 8 meses que minha mama sangrava.
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Próxima Postagem: Parte 12

Parte 10 - Lutando pelo direito de uma ressonância

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Minha mama começou a sangrar espontaneamente. - Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento. O sangramento aumentou muito. Surgiu a suspeita de que eu teria um papiloma intraductal. - Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando. - Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema. - Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia mesmo sem conseguir diagnosticar o meu problema e eu resolvi procurar uma segunda opinião, conhecendo, então, a médica-anjo. - Parte 6
A médica-anjo me pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal. - Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e outra citologia e me encaminhou para o 8º médico: Parte 9
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Obs.: Como burocracia é a parte mais estressante de ter Câncer, achei que merecia um post. Se você já acha burocracia chato quando está bem de saúde, então imagine quando está mal há meses. Aí a burocracia passa a ser revoltante. Eu poderia ter morrido, e a causa da morte seria: Burocracia.

Hora de marcar os exames. A citologia eu já sabia como era, então foi fácil de autorizar, mas a ressonância... Foram algumas semanas pra conseguir. Marquei a ressonância em uma clínica, e me disseram que na guia de solicitação do exame, deveria conter a informação sobre o contraste, se seria com ou sem. Como na minha guia não havia essa informação, imaginei que seria sem contraste. Liguei para a secretária do 8º médico e disse que faltava apenas uma informação na guia e perguntei se poderia ir até lá mesmo sem marcar consulta. Se tivesse que marcar, eu iria esperar umas duas semanas, e eu já havia esperado muito. Felizmente a secretária disse que eu poderia ir até lá. Como médico era muito chato e grosso, eu estava com medo que ele me tratasse mal. Eu disse:

- Doutor, a clínica onde eu marquei o exame, eles precisam da informação do contraste, se é com ou sem contraste.
- Eles vão fazer o exame e ainda querem impor que seja do jeito deles, é?
- Pois é, infelizmente.
- Ta certo, me dê aqui. Eu não vou passar contraste pra você sem necessidade, não.
Pegou a guia e acrescentou que seria sem contraste. Agradeci e fui embora. Logo depois fui autorizar o exame no meu plano de saúde. Ao ser atendida, me disseram que a clínica onde marquei o exame não era mais credenciada ao plano de saúde e que quem me atendeu na clínica deve ter se enganado ou esquecido que eles não são mais credenciados a este plano de saúde. Fiquei tão frustrada que quase chorei. Como eu já estava lá mesmo, resolvi marcar para qualquer outra clínica. Perguntei quais clínicas faziam ressonância de mama e a atendente me indicou uma.

Fui para a casa do meu namorado e ao chegar lá liguei para a clínica para a qual tinha autorizado a ressonância. Fiquei com muita, mas muita raiva mesmo, quando me disseram que não faziam ressonância de mama. Liguei para todas as outras clínicas de diagnóstico por imagem que encontrei na internet e no livro do meu plano de saúde. Foi difícil encontrar uma clínica que fizesse ressonância de mama e aceitasse o meu plano. Encontrei somente uma, porém, a médica de lá só fazia o exame com contraste. Eu teria que ir novamente àquele médico super grosso para pedir que ele alterasse novamente a guia de solicitação do meu exame.



Eu estava muito irritada, pensando como tudo estava tão difícil para mim. Eu estava irritada por tudo estar sempre dando errado. Eu estava muito cansada de lutar por tudo com esse meu problema. Eu estava cansada de ter q lutar contra o meu plano de saúde para fazer cada exame. Estava cansada de perder tanto tempo com burocracias enquanto minha situação só piorava. Estava irritada com a corretora que me vendeu esse plano de saúde, pois eu ia contratar o melhor plano de saúde, mas ela me persuadiu a escolher essa porcaria desse plano. Inclusive mentiu para mim em várias perguntas que fiz na hora de escolher o meu plano. Enfim, eu estava irritada com tudo, cansada de lutar e cansada de correr tanto e não chegar a lugar nenhum, pois eu nunca encontrava o diagnóstico do meu problema.

No dia seguinte voltei o 8º médico, o grosso. A Secretária já me conhecia e disse:

- Não acredito que você ainda não conseguiu fazer esse exame.
- Olha eu já to com vergonha da senhora e do doutor, mas é que infelizmente, quando eu fui autorizar o exame, eu não consegui porque a clínica não era mais credenciada ao plano. Então a única clínica que eu consegui que fazia a ressonância de mama e aceitava o meu plano só faz ressonância com contraste. Eu procurei em umas 30 clínicas, mas só encontrei essa. Então realmente o único jeito é vim aqui pedir pro doutor colocar que é com contraste.
- Entendo. Mas, não se preocupe não que eu vou ali na sala dele e peço para ele escrever.
- Muito obrigada.

Ela pediu e ele escreveu, mas escreveu com rasuras. Fiquei pensando se aceitariam, mas não tive coragem de pedir novamente para alterar a guia. Agradeci e saí. Fui direto autorizar o exame. A atendente reclamou, mas deixou passar a rasura. Ela só teve dificuldade de encontrar o código da ressonância de mama. Então, ela escreveu o código da ressonância de tórax. Do plano de saúde, fui para a clínica marcar a ressonância, pois só se pode marcar pessoalmente, levando todos os exames anteriores. Marquei o exame para o dia seguinte e estranhei a atendente não me dar nenhuma recomendação. Eu já sabia que esse exame se fazia com jejum de algumas horas. Perguntei se precisaria, mas ela disse que não. Agradeci e fui embora, rezando para que não surgisse mais nenhum outro problema.



Fui para casa e ao chegar, me ligaram da clínica onde eu faria a ressonância perguntando sobre o meu exame, se seria com ou sem contraste, se seria de mama ou tórax e se eu já tinha marcado. Algo tinha se confundido por lá a mulher disse que me ligaria depois para confirmar o meu exame. Fiquei com muita raiva por ter surgido mais um problema. Parecia impossível fazer esse exame. Um tempo depois liguei para a clínica para confirmar o meu exame. A mulher que me atendeu disse que o código do exame estava errado, que deveria constar o código da ressonância de mama e não de tórax. Por sorte ela foi super legal e me passou esse código para que eu pedisse que o plano de saúde colocasse. Ela também perguntou se na minha guia explicitava que o exame era com contraste. Respondi que sim, mas resolvi ir pedir para o médico reescrever a guia de solicitação da ressonância. Fiquei com medo de não conseguir autorizar ou fazer o exame por causa da rasura. Mas, isso teve que ficar para o dia seguinte, pois já era noite.

No dia seguinte fui novamente ao 8º médico, o grosso. A secretária dele já estava com pena de mim:
- Ainda não conseguiu? O que foi dessa vez?
- Eu já estou com vergonha de vim aqui. É que estava rasurado, então não consegui autorizar o exame. O doutor tem que escrever novamente.
- Me dê aqui que já já eu peço pra ele.
- Obrigada.

Minha sorte é que eu fiz tanto drama para a secretária que ela já estava com pena de mim e por isso não me tratava mal. Dessa vez, quanto ela me trouxe a guia, disse “veja logo se não tem mais nenhum problema”. Eu olhei e estava tudo correto, então agradeci e fui para o plano de saúde autorizar o exame novamente. Pedi para atendente colocar o código que a mulher da clínica havia me passado, que era o código da ressonância de mama. A atendente disse que esse código não entrava, mas eu insistia que só podia ser esse e contei meu caso para ela fazendo bastante drama para que ela fizesse o que eu pedia. Por mais que eu soubesse que é obrigação dela fazer isso, e por mais que eu ficasse irritada por ela ser tão incompetente e não estar nem um pouco a fim de trabalhar, tenho que fazer drama, pois se eu brigasse com ela, ela faria tudo errado de propósito. A atendente se irritou porque a mulher da clínica era quem estava dizendo a ele como fazer o trabalho. Agi mostrando que a culpa não era minha e dei o número para que a atendente ligasse para a clínica. Ela ligou e depois disso foi para outro departamento para tentar resolver. Voltou um tempo depois dizendo que era aquele mesmo o código. Ufa, pensei que não ia conseguir nunca. Foi cansativo escrever, e tenho certeza que foi cansativo ler, imagina então como foi cansativo resolver isso tudo.
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Próxima Postagem: Parte 11

Parte 9 - Da médica-anjo ao médico grosso

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Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento. O sangramento aumentou muito. Surgiu a suspeita de que eu teria um papiloma intraductal. - Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando. - Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema. - Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia mesmo sem conseguir diagnosticar o meu problema e eu resolvi procurar uma segunda opinião, conhecendo, então, a médica-anjo. - Parte 6
A médica-anjo me pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal. - Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
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Ao entrar no consultório da médica-anjo, ela olhou a ultrassonografia que eu tinha feito com a médica de confiança dela e que não mostrou nenhuma alteração na minha mama. Ela disse que pensava que encontraria uma coisa muito feia ali, ela pensava que era câncer, mas como confiava muito na médica que fez a ultrassonografia, então ela tinha certeza que não era nada de grave. Eu perguntei se não seria bom tentar uma ressonância magnética. Eu falei isso por causa do segundo médico, que comentou que papilomas às vezes conseguem ser vistos na ressonância. Ela achou que não seria necessário, mas ligou para a médica que fez minha ultrassonografia para perguntar o que ela achou do meu caso. Elas conversaram sobre o meu caso por um bom tempo e decidiram que seria bom fazer uma ressonância e repetir a citologia. Mas, minha mastologista me disse que esses exames são muito caros, então pediu o livro do meu plano de saúde e viu se conhecia algum dos médicos para que eu pedisse que ele me prescrevesse a ressonância e a citologia na guia pelo meu plano de saúde. Achamos então o 8º médico. Ele trabalhava no hospital do câncer assim como a minha mastologista. Marquei então a consulta para esse 8º médico. Como já estava perto do natal, não consegui marcar a consulta nesse mês e, além disso, o médico tiraria 15 dias de férias no início de janeiro. Assim, minha luta a procura de um diagnóstico se atrasou por mais um mês.
Ao chegar em casa, como sempre, contei como tinha sido a consulta para minha mãe e ela lembrou que esse médico foi o mesmo que operou a minha avó materna, que por sinal morreu de câncer. Minha avó escondeu o tumor por um bom tempo. Somente contou quanto doía muito e a pele da mama dela já estava escura. Foi esse 8º médico quem cuidou da minha avó, e muito mal por sinal. Ela só conseguiu fazer a cirurgia um ano depois do diagnóstico. Algum tempo depois da cirurgia apareceram umas manchas escuras na pele da minha avó, mas esse médico disse que era um problema de pele e que minha avó teria que procurar um dermatologista. Na verdade essas manchas eram metástase e minha avó acabou morrendo pouco tempo depois. Achei que esse médico foi muito displicente com a minha avó.
Chegado o dia da consulta com o 8º médico, eu simplesmente disse que tinha sido encaminhada da minha mastologista e que ela acha que eu deveria fazer esses exames, mas como ela não aceita o meu plano de saúde, ela me pediu que fosse falar com ele. Isso foi o máximo que ele me deixou falar. Não concordou muito com os exames que eu precisava fazer, nem deixou que eu falasse muito sobre o meu problema, mas prescreveu os exames e foi logo me dispensando. Até gostei disso, porque eu só estava interessada nos exames mesmo.
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Parte 8 - Reencontro com Deus

Resumo das postagens anteriores:
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Minha mama começou a sangrar espontaneamente. - Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento. O sangramento aumentou muito. Surgiu a suspeita de que eu teria um papiloma intraductal. - Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando. - Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema. - Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia mesmo sem conseguir diagnosticar o meu problema e eu resolvi procurar uma segunda opinião, conhecendo, então, a médica-anjo. - Parte 6
A médica-anjo me pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal. - Parte 7
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Eu estava indo para a minha segunda consulta com a mastologista pra levar mais um exame inconclusivo. Entrei no ônibus, mas ele ia demorar a sair do terminal. Estava tocando na rádio o programa do padre Marcelo Rossi. Tocava uma música muito bonita. Eu já tinha escutado outras vezes, mas nunca tinha prestado atenção na letra. Dizia: “escuta o meu clamor, mais que o ar que eu respiro, preciso de Ti”. Algumas vezes eu já tinha pensando em Deus, e que se eu fosse uma pessoa de fé, Deus resolveria o meu problema. Mas, como eu poderia pedir isso a Deus? Eu não merecia nem me dirigir a Ele. Eu tinha me afastado Dele. E só me aproximava pra pedir, nunca para agradecer, nunca para louvar, só para pedir. Eu sempre quero que Deus faça tudo por mim, mas o que eu faço por Deus? Eu não tinha coragem de pedir nada.

Então nesse dia eu senti que deveria ligar a radio do meu celular pra escutar melhor. O padre Marcelo Rossi estava falando sobre uma novena e depois disso uma mulher ligou pra dar um testemunho. Ela estava com um problema respiratório que não a deixava dormir. Foi ao médico e os exames dela estavam todos normais. Pensei: “Exames normais? Os meus também!”. A partir daí comecei a sentir que Deus estava falando comigo. A mulher contava que no dia seguinte ela leu o livro “ágape” do padre Marcelo Rossi, se emocionou, chorou muito e disse que sua fé havia se renovado, e que renovar a fé mudou a vida dela e por causa disso o problema respiratório sumiu. Em seguida, o padre leu o testemunho de outra mulher. Essa dizia que teve um problema na mama. Aí eu tive certeza que Deus estava falando comigo, mas em seguida eu tive dúvidas. Ela disse que o livro fez com que ela se reaproximasse de Deus e isso a ajudou a se livrar do medo que sentia da punção que ela tinha que fazer num nódulo na mama. Então, tudo deu certo. E ela estava muito feliz pelo medo ter dado lugar à fé. Nesse momento eu já tinha chegado ao consultório da minha mastologista. Em seguida, a outra carta era de uma mulher cujo problema era um nódulo, mas não era na mama. Então, a médica me chamou para a consulta e não pude ouvir todo o testemunho. Mas, fiquei pensando: todos os testemunhos foram sobre doenças curadas ou melhoradas por causa da fé. Acho que o meu problema também é assim. Só Deus pode curar. Vários exames e todos normais. Quase pude ouvir Deus me dizendo "Peça com fé e eu te ajudarei". Nesse momento eu acreditei que Deus poderia fazer um milagre na minha vida, me curar. Não sei explicar bem o que mudou, mas passei a sentir Deus bem perto de mim, minha fé se renovou, eu rezava com muita fé, cantava com muita fé e participava da missa com muita fé, como há muito eu não tinha fé. Voltei a ir para as missas e procurei grupos para trabalhar na igreja. Baixei músicas gospel da internet e comprei o tal livro “ágape”. Amei o livro. Chorei a cada capítulo, mas eram lágrimas de agradecimento porque eu não merecia, tinha abandonado Deus e mesmo assim Ele tinha vindo renovar a minha fé, me mostrar que eu podia contar com Ele. Deus sabia que eu estava precisando Dele, eu estava afastada de Deus, mas ele nunca tinha se afastado de mim. As missas passaram a ter outro sentido. De repente eu sentia Deus em tudo na minha vida, sentia que eu não estava sozinha nessa luta pela minha saúde. Já era dia 16 de dezembro e esse foi o meu presente de natal, o melhor da minha vida.
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