segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Parte 45 - Contando ao meu namorado

Antes, veja o resumo das postagens anteriores (ou vá direto à postagem no final):
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Minha mama começou a sangrar espontaneamente: Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento enquanto ele aumentava: Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando: Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema: Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia e eu resolvi procurar uma segunda opinião: Parte 6
A médica-anjo pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal: Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e uma nova citologia e me encaminhou para o 8º médico: Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
A ressonância só mostrou um a área estranha: Parte 11
A médica-anjo indicou que eu fizesse uma cirurgia com o médico grosso: Parte 12
Deus fez mais um milagre e minha médica indicou que eu fizesse uma Core Biopsy: Parte 13
O médico grosso se negou a prescrever a Core Biopsy: Parte 14
Resolvi pagar pela Core Biopsy: Parte 15
Fiz a Core Biopsy: Parte 16
Descobri que tinha câncer e fiquei desesperada: Parte 17
Confirmei com a médica que eu tinha mesmo câncer e continuei desesperada: Parte 18
Encontrei meu namorado, contei aos meus pais e me despedi da vida: Parte 19
Lembrei que Deus tem um propósito para tudo, fui para uma festa e me diverti: Parte 20
Superando a notícia: Parte 21
Minha cirurgia será radical: Parte 22
Desabafei a dor em lágrimas: Parte 23
Desabafei com amigas e voltei ao trabalho para esquecer: Parte 24
Fui me preparando para a cirurgia, pesquisando sobre reconstruções e me acalmando ao ver plásticas perfeitas: Parte 25
No dia anterior a cirurgia fiz dois exames: uma linfocintilografia e um agulhamento: Parte 26
Finalmente me internei e passei a noite muito nervosa: Parte 27
Levaram-me para a cirurgia: Parte 28
Fiquei um tempo esperando no corredor do bloco cirúrgico: Parte 29
Entrei na sala de cirurgia e apaguei com a anestesia: Parte 30
Na volta da anestesia senti frio e era difícil me manter acordada: Parte 31
Falava dormindo e continuava sem conseguir ficar acordada: Parte 32
Recebi visitas da minha médica, meu pai, meu namorado e algumas amigas: Parte 33
Estava cada vez mais agitada e querendo me levantar. Lutei para fazer xixi e evitar a sonda: Parte 34
Tomei uma sopa com cuidado para não ficar enjoada, levantei e finalmente fiz xixi: Parte 35
Tomei o restante da sopa e estava me sentindo muito bem: Parte 36
Cuidei bastante do dreno e tentei movimentar o braço: Parte 37
Não tive coragem de ver a troca de curativos: Parte 38
Preocupei-me com o dreno, recebi visitas e fiquei sabendo das histórias de quando eu estava anestesiada: Parte 39
Por causa da minha idade, eu fui o caso mais comentado do hospital: Parte 40
Passei o dia ansiosa pela alta: Parte 41
Recebi alta e tive consultas uma vez por semana com a mastologista. Também iniciei a fisioterapia e fiz exames para levar ao oncologista: Parte 42
Soube que tenho a chance de não poder mais engravidar depois da quimioterapia: Parte 43
Tive que decidir entre congelar óvulos e piorar do câncer ou não congelar e talvez não poder engravidar: Parte 44
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Decidi ir direto à casa do meu namorado para contar para ele. Minha mãe, que me acompanhou na consulta, perguntou “Você vai mesmo contar pra ele?”. E eu respondi que eu não estou namorando de brincadeira. Eu quero formar uma família com ele. E se for pra ele me deixar caso eu não possa engravidar, que comece a pensar desde agora. Quanto antes acabar, menos eu vou sofrer. Além do mais não quero enganá-lo. 
Liguei para o meu namorado com voz de choro e disse que queria ver ele. Ele perguntou:
- O que foi, amor?
- Eu te conto quando chegar aí.
- Foi por causa da consulta?
- Foi.
- O que foi que o médico disse?
- Eu te conto quando chegar aí. Senão eu vou chorar.
- Tá bom. Mas fica calminha, tá?
- Tá.
- Te amo.
- Também te amo.

“Slot quer chocolate!” – Os goonies

Só me permiti chorar quando cheguei à casa do meu namorado. Chorei muito e contei para ele. Ele sorriu aliviado, me abraçou e disse. “Oh amor, que susto. Pensei que era alguma coisa grave. Fiquei preocupado. Que besteira. Qualquer coisa a gente adota”. Fiquei impressionada com a calma dele. Mas, como eu estava com raiva, imaginei que ele não se importava com isso porque não sonhava tanto em ter um filho quanto eu. Ele me disse que eu deveria me concentrar nos 80% de chance de engravidar, que é uma boa probabilidade. Meu namorado me acalmou um pouco, mas eu estava muito revoltada.
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Próxima Postagem: Parte 46 

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