sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Parte 53 - Cuidados com o Braço

Antes, veja o resumo das postagens anteriores (ou vá direto à postagem no final):
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Minha mama começou a sangrar espontaneamente: Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento enquanto ele aumentava: Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando: Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema: Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia e eu resolvi procurar uma segunda opinião: Parte 6
A médica-anjo pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal: Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e uma nova citologia e me encaminhou para o 8º médico: Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
A ressonância só mostrou um a área estranha: Parte 11
A médica-anjo indicou que eu fizesse uma cirurgia com o médico grosso: Parte 12
Deus fez mais um milagre e minha médica indicou que eu fizesse uma Core Biopsy: Parte 13
O médico grosso se negou a prescrever a Core Biopsy: Parte 14
Resolvi pagar pela Core Biopsy: Parte 15
Fiz a Core Biopsy: Parte 16
Descobri que tinha câncer e fiquei desesperada: Parte 17
Confirmei com a médica que eu tinha mesmo câncer e continuei desesperada: Parte 18
Encontrei meu namorado, contei aos meus pais e me despedi da vida: Parte 19
Lembrei que Deus tem um propósito para tudo, fui para uma festa e me diverti: Parte 20
Superando a notícia: Parte 21
Minha cirurgia será radical: Parte 22
Desabafei a dor em lágrimas: Parte 23
Desabafei com amigas e voltei ao trabalho para esquecer: Parte 24
Fui me preparando para a cirurgia, pesquisando sobre reconstruções e me acalmando ao ver plásticas perfeitas: Parte 25
No dia anterior a cirurgia fiz dois exames: uma linfocintilografia e um agulhamento: Parte 26
Finalmente me internei e passei a noite muito nervosa: Parte 27
Levaram-me para a cirurgia: Parte 28
Fiquei um tempo esperando no corredor do bloco cirúrgico: Parte 29
Entrei na sala de cirurgia e apaguei com a anestesia: Parte 30
Na volta da anestesia senti frio e era difícil me manter acordada: Parte 31
Falava dormindo e continuava sem conseguir ficar acordada: Parte 32
Recebi visitas da minha médica, meu pai, meu namorado e algumas amigas: Parte 33
Estava cada vez mais agitada e querendo me levantar. Lutei para fazer xixi e evitar a sonda: Parte 34
Tomei uma sopa com cuidado para não ficar enjoada, levantei e finalmente fiz xixi: Parte 35
Tomei o restante da sopa e estava me sentindo muito bem: Parte 36
Cuidei bastante do dreno e tentei movimentar o braço: Parte 37
Não tive coragem de ver a troca de curativos: Parte 38
Preocupei-me com o dreno, recebi visitas e fiquei sabendo das histórias de quando eu estava anestesiada: Parte 39
Por causa da minha idade, eu fui o caso mais comentado do hospital: Parte 40
Passei o dia ansiosa pela alta: Parte 41
Recebi alta e tive consultas uma vez por semana com a mastologista. Também iniciei a fisioterapia e fiz exames para levar ao oncologista: Parte 42
Soube que tenho a chance de não poder mais engravidar depois da quimioterapia: Parte 43
Tive que decidir entre congelar óvulos e piorar do câncer ou não congelar e talvez não poder engravidar: Parte 44
Meu namorado não se abalou com a possibilidade de infertilidade: Parte 45
Questionei Deus e marquei uma consulta com um especialista em fertilidade: Parte 46
O especialista em reprodução humana me aconselhou e não congelar óvulos: Parte 47
Tive a última consulta com minha médica-anjo, que me indicou uma especialista em fertilidade: Parte 48
O especialista me aconselhou a não congelar óvulos. Pesquisei muitos dados sobre fertilização: Parte 49
A nova especialista em fertilidade preferia ganhar dinheiro fácil do que cuidar da minha saúde: Parte 50
Decidi não congelar óvulos: Parte 51
Comprei uma prótese mamária e um sutiã especial: Parte 52
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Equipe de fisioterapeutas da FisioMama
Em cima: Enaide, Carol, Marcely, Alana, Luciana, Eu, Natália e Miriam. Embaixo: Geórgia e Luíza.

A partir de quando voltei para casa depois da cirurgia, começaram as neuras sobre o inchaço do braço. A recomendação era que eu não poderia nem ser picada por um mosquito, nem me arranhar, nem pegar peso, entre outras coisas. Eu ficava o tempo todo com uma blusa de manga comprida para evitar que eu me ferisse, inclusive eu dormia assim. Passei meses assim. Quando saia de casa eu sempre levava um antisséptico para o caso de me ferir e ter que passar para matar qualquer bactéria que estivesse no ferimento.
Lembro bem a primeira vez que fui picada no braço por um mosquito. Quando percebi, eu já estava coçando o braço. Então corri para pegar o antisséptico e passar no local. Lembro que passei várias vezes, e fiquei monitorando se o meu braço estava inchando. Foi aí que percebi que “Não é bem assim”. Cada pessoa reage de um jeito. Já ouvi pessoas que dizem ter ficado muito estressadas, então o braço inçou. Já o meu oncologista diz isso tudo é baboseira, que o fato de se ferir não necessariamente incha o braço, mas sim no caso de ferimento e contaminação juntos. A minha mastologista diz que nem é necessário tanto cuidado quanto dizem nem é necessário pouco cuidado. E as fisioterapeutas dizem que todo cuidado é pouco.
Equipe de fisioterapeutas da FisioMama: Claudinha, Marcely, Natália, e Sandrinha.

Aos poucos foram acontecendo pequenos acidentes que resultam em arranhões e eu pude perceber que até ali meu corpo aguenta. A diferença é que talvez o meu corpo reaja assim porque eu tenho sessões de fisioterapia duas vezes por semana, o que previne qualquer problema no braço. Segundo as fisioterapeutas, é muito importante para o corpo reaprender o caminho para onde levar a linfa do braço, evitando sobrecarregar o lado comprometido por causa do câncer.

"Quando o mundo diz, 'Desista', a esperança sussurra, 'Tente mais uma vez'."

Além do mais há o fator psicológico de ter sessões de fisioterapia oncológica especializada em câncer de mama: o fato de ver pessoas passando ou que já passaram pelo que eu passei me motivava e me deixava positiva quanto à minha cura. Ver mulheres que não tinham uma mama, ou um pedaço da mama, ou ambas as mamas me consolava de que eu não sou a única coitada do mundo. Além do mais, o time de fisioterapeutas da clínica é ótimo, todas muito atenciosas, cuidadosas e de bom coração, além de ótimas profissionais. Sempre dando apoio e ouvindo as pacientes enquanto fazem seu trabalho. E quando não há assunto elas sempre direcional para algum tema leve e descontraído que tira a paciente daquele sentimento de doença. A fisioterapia com certeza foi um dos principais pontos de suporte emocional do meu tratamento. Se eu tivesse que fazer apenas uma recomendação pós-cirúrgica eu recomendaria sessões de fisioterapia.
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FisioMama: R Dom Carlos Coelho, 87, Boa Vista, CEP: 50050-360, Recife-PE. Fone: 3423-2079.
Dra. Luciana Maria Mergulhao Coelho
Dra. Mirian Carneiro Leão


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