segunda-feira, 2 de julho de 2012

Parte 9 - Da médica-anjo ao médico grosso

Resumo das postagens anteriores:
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Minha mama começou a sangrar espontaneamente. - Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento. O sangramento aumentou muito. Surgiu a suspeita de que eu teria um papiloma intraductal. - Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando. - Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema. - Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia mesmo sem conseguir diagnosticar o meu problema e eu resolvi procurar uma segunda opinião, conhecendo, então, a médica-anjo. - Parte 6
A médica-anjo me pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal. - Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
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Ao entrar no consultório da médica-anjo, ela olhou a ultrassonografia que eu tinha feito com a médica de confiança dela e que não mostrou nenhuma alteração na minha mama. Ela disse que pensava que encontraria uma coisa muito feia ali, ela pensava que era câncer, mas como confiava muito na médica que fez a ultrassonografia, então ela tinha certeza que não era nada de grave. Eu perguntei se não seria bom tentar uma ressonância magnética. Eu falei isso por causa do segundo médico, que comentou que papilomas às vezes conseguem ser vistos na ressonância. Ela achou que não seria necessário, mas ligou para a médica que fez minha ultrassonografia para perguntar o que ela achou do meu caso. Elas conversaram sobre o meu caso por um bom tempo e decidiram que seria bom fazer uma ressonância e repetir a citologia. Mas, minha mastologista me disse que esses exames são muito caros, então pediu o livro do meu plano de saúde e viu se conhecia algum dos médicos para que eu pedisse que ele me prescrevesse a ressonância e a citologia na guia pelo meu plano de saúde. Achamos então o 8º médico. Ele trabalhava no hospital do câncer assim como a minha mastologista. Marquei então a consulta para esse 8º médico. Como já estava perto do natal, não consegui marcar a consulta nesse mês e, além disso, o médico tiraria 15 dias de férias no início de janeiro. Assim, minha luta a procura de um diagnóstico se atrasou por mais um mês.
Ao chegar em casa, como sempre, contei como tinha sido a consulta para minha mãe e ela lembrou que esse médico foi o mesmo que operou a minha avó materna, que por sinal morreu de câncer. Minha avó escondeu o tumor por um bom tempo. Somente contou quanto doía muito e a pele da mama dela já estava escura. Foi esse 8º médico quem cuidou da minha avó, e muito mal por sinal. Ela só conseguiu fazer a cirurgia um ano depois do diagnóstico. Algum tempo depois da cirurgia apareceram umas manchas escuras na pele da minha avó, mas esse médico disse que era um problema de pele e que minha avó teria que procurar um dermatologista. Na verdade essas manchas eram metástase e minha avó acabou morrendo pouco tempo depois. Achei que esse médico foi muito displicente com a minha avó.
Chegado o dia da consulta com o 8º médico, eu simplesmente disse que tinha sido encaminhada da minha mastologista e que ela acha que eu deveria fazer esses exames, mas como ela não aceita o meu plano de saúde, ela me pediu que fosse falar com ele. Isso foi o máximo que ele me deixou falar. Não concordou muito com os exames que eu precisava fazer, nem deixou que eu falasse muito sobre o meu problema, mas prescreveu os exames e foi logo me dispensando. Até gostei disso, porque eu só estava interessada nos exames mesmo.
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Próxima Postagem: Parte 10

Um comentário:

  1. Eu estou tratando em Barretos. Passei pela experiência de um médico bruto tbm, que me disse quando acabei a radio que se eu sabia q meu tumor era um T4, eu perguntei o que significava e ele disse curto e grosso q vai de 1 a 4 e o meu era um T4. Saí em prantos da sala dele...Nunca mais esqueci esse dia q pra mim foi uma sentença de morte...

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