sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Parte 69 - Fui para a UTI

Antes, veja o resumo das postagens anteriores (ou vá direto à postagem no final):
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Minha mama começou a sangrar espontaneamente: Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento enquanto ele aumentava: Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando: Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema: Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia e eu resolvi procurar uma segunda opinião: Parte 6
A médica-anjo pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal: Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e uma nova citologia e me encaminhou para o 8º médico: Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
A ressonância só mostrou um a área estranha: Parte 11
A médica-anjo indicou que eu fizesse uma cirurgia com o médico grosso: Parte 12
Deus fez mais um milagre e minha médica indicou que eu fizesse uma Core Biopsy: Parte 13
O médico grosso se negou a prescrever a Core Biopsy: Parte 14
Resolvi pagar pela Core Biopsy: Parte 15
Fiz a Core Biopsy: Parte 16
Descobri que tinha câncer e fiquei desesperada: Parte 17
Confirmei com a médica que eu tinha mesmo câncer e continuei desesperada: Parte 18
Encontrei meu namorado, contei aos meus pais e me despedi da vida: Parte 19
Lembrei que Deus tem um propósito para tudo, fui para uma festa e me diverti: Parte 20
Superando a notícia: Parte 21
Minha cirurgia será radical: Parte 22
Desabafei a dor em lágrimas: Parte 23
Desabafei com amigas e voltei ao trabalho para esquecer: Parte 24
Fui me preparando para a cirurgia, pesquisando sobre reconstruções e me acalmando ao ver plásticas perfeitas: Parte 25
No dia anterior a cirurgia fiz dois exames: uma linfocintilografia e um agulhamento: Parte 26
Finalmente me internei e passei a noite muito nervosa: Parte 27
Levaram-me para a cirurgia: Parte 28
Fiquei um tempo esperando no corredor do bloco cirúrgico: Parte 29
Entrei na sala de cirurgia e apaguei com a anestesia: Parte 30
Na volta da anestesia senti frio e era difícil me manter acordada: Parte 31
Falava dormindo e continuava sem conseguir ficar acordada: Parte 32
Recebi visitas da minha médica, meu pai, meu namorado e algumas amigas: Parte 33
Estava cada vez mais agitada e querendo me levantar. Lutei para fazer xixi e evitar a sonda: Parte 34
Tomei uma sopa com cuidado para não ficar enjoada, levantei e finalmente fiz xixi: Parte 35
Tomei o restante da sopa e estava me sentindo muito bem: Parte 36
Cuidei bastante do dreno e tentei movimentar o braço: Parte 37
Não tive coragem de ver a troca de curativos: Parte 38
Preocupei-me com o dreno, recebi visitas e fiquei sabendo das histórias de quando eu estava anestesiada: Parte 39
Por causa da minha idade, eu fui o caso mais comentado do hospital: Parte 40
Passei o dia ansiosa pela alta: Parte 41
Recebi alta, tive consultas semanais com a mastologista, iniciei a fisioterapia e fiz exames para levar ao oncologista: Parte 42
Soube que tenho a chance de não poder mais engravidar depois da quimioterapia: Parte 43
Tive que decidir entre congelar óvulos e piorar do câncer ou não congelar e talvez não poder engravidar: Parte 44
Meu namorado não se abalou com a possibilidade de infertilidade: Parte 45
Questionei Deus e marquei uma consulta com um especialista em fertilidade: Parte 46
O especialista em reprodução humana me aconselhou e não congelar óvulos: Parte 47
Tive a última consulta com minha médica-anjo, que me indicou uma especialista em fertilidade: Parte 48
O especialista me aconselhou a não congelar óvulos. Pesquisei muitos dados sobre fertilização: Parte 49
A nova especialista em fertilidade preferia ganhar dinheiro fácil do que cuidar da minha saúde: Parte 50
Decidi não congelar óvulos: Parte 51
Comprei uma prótese mamária e um sutiã especial: Parte 52
A fisioterapia me ajudava com o braço e com a aceitação do problema: Parte 53
Antes da quimio tirei minhas dúvidas com o médico: Parte 54
O oncologista me explicou todos os detalhes e as enfermeiras era muito gentis: Parte 55
Tomei a quimioterapia e só senti dor de cabeça: Parte 56
Algumas horas depois da quimio fiquei enjoada e vomitei: Parte 57
3 dias de reações da quimio: enjoo, febril, sono, dor de cabeça, indisposição, ... : Parte 58
Senti muita dor no estômago por dias seguidos: Parte 59
Curei minha dor no estômago, lidei com outros problemas e arrisquei passear: Parte 60
Fiquei careca: Parte 61
A segunda sessão de quimio foi igual a primeira. Por isso, eu chorei: Parte 62
Curei minha dor no estômago e fui à psicóloga: Parte 63
Consultei a nutricionista e fiz a terceira quimio: Parte 64
Na quarta sessão de quimio meu médico já era como um amigo: Parte 65
Tive que ir me inernar: Parte 66
Fiquei muito irritada porque as coisas pioraram: Parte 67
Foi difícil encontrar um hospital que aceitasse me receber. Ao menos o meu oncologista-anjo estava me assistindo muito bem: Parte 68
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Já era noite quando a situação da minha internação foi resolvida. O problema agora era que a médica plantonista que estava me transferindo achava que eu precisava de uma UTI para ficar isolada, tão baixa que estava a minha imunidade, e o meu oncologista dizia que bastava que eu ficasse internada em um quarto. Nesse dia eu estava com 1.100 leucócitos, quando o normal seria de 4.000 a 11.000. Infelizmente o médico de plantão no hospital que me recebeu concordava que eu precisava de uma UTI. Fiquei muito triste porque na UTI eu ficaria sozinha.

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível. - São Francisco de Assis

Meus pais foram para casa e eu deitei na cama da UTI, as enfermeiras ficavam dentro da sala. Não havia nada para fazer além de escutar a conversa das enfermeiras. Graças a Deus eu sempre tive muita sorte com enfermeiras, todas são legais comigo. Pouco a pouco comecei a conversar com elas e como sempre, todos sentem curiosidade de saber sobre o meu caso por eu ser tão jovem. Logo as enfermeiras ficaram com pena de mim e trouxeram uma pequena televisão para me distrair, pois eu estava me sentindo muito bem apesar da dor de barriga e da boca com muitas afitas que não me deixavam comer direito. Tomei a medicação que precisava: era uma injeção aplicada na barriga e que aumentava a imunidade. Essa medicação ardeu um pouco.
No dia seguinte acordei cedo, antes das enfermeiras, mas tive que permanecer deitada, sem nada para fazer, como se estivesse de castigo. Felizmente tinham me deixado ficar com o meu celular, assim eu podia jogar e me distrair. Eu estava muito desidratada e o meu medo era perder o acesso que estava na minha veia. Estava começando a ficar difícil de tomar a medicação. A veia já estava ficando ruim e a medicação e o soro não entravam mais com facilidade. Eu só tinha um braço para todos os procedimentos, pois o outro, do lado do tumor, não poderia ser furado sob o risco de um inchaço no braço todo. Além das medicações que eu precisava tomar na veia, eu ainda precisava de uma veia extra para coleta de sangue. Foi um alívio quando conseguiram coletar meu sangue nesta manhã. Eu estava ansiosa pelo resultado desse exame para saber como estava a minha imunidade e quando eu poderia ir para casa. Uma das coisas que só percebi depois é que eu deveria ter tomado mais soro para hidratar minhas veias e para repor o que eu estava perdendo por causa da dor de barriga.

Próxima Postagem: Parte 70

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