quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Parte 37 - O dia seguinte à cirurgia

Antes, veja o resumo das postagens anteriores (ou vá direto à postagem no final):
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Minha mama começou a sangrar espontaneamente: Parte 1
Os primeiros médicos não encontravam a causa do sangramento enquanto ele aumentava: Parte 2
Algumas pessoas, na tentativa de ajudar, acabavam atrapalhando: Parte 3
Mais 4 médicos não conseguiram diagnosticar o meu problema: Parte 4
Veja o que os planos de saúde são capazes de fazer para atrapalhar o seu tratamento: Parte 5
O último médico decidiu fazer uma cirurgia e eu resolvi procurar uma segunda opinião: Parte 6
A médica-anjo pediu outra ultrassonografia, mas o resultado foi que tudo estava normal: Parte 7
Aconteceu a coisa mais importante e surpreendente de todo o meu tratamento: Parte 8
A médica-anjo pediu uma ressonância e uma nova citologia e me encaminhou para o 8º médico: Parte 9
Depois de muita luta consegui a autorização para a ressonância: Parte 10
A ressonância só mostrou um a área estranha: Parte 11
A médica-anjo indicou que eu fizesse uma cirurgia com o médico grosso: Parte 12
Deus fez mais um milagre e minha médica indicou que eu fizesse uma Core Biopsy: Parte 13
O médico grosso se negou a prescrever a Core Biopsy: Parte 14
Resolvi pagar pela Core Biopsy: Parte 15
Fiz a Core Biopsy: Parte 16
Descobri que tinha câncer e fiquei desesperada: Parte 17
Confirmei com a médica que eu tinha mesmo câncer e continuei desesperada: Parte 18
Encontrei meu namorado, contei aos meus pais e me despedi da vida: Parte 19
Lembrei que Deus tem um propósito para tudo, fui para uma festa e me diverti: Parte 20
Superando a notícia: Parte 21
Minha cirurgia será radical: Parte 22
Desabafei a dor em lágrimas: Parte 23
Desabafei com amigas e voltei ao trabalho para esquecer: Parte 24
Fui me preparando para a cirurgia, pesquisando sobre reconstruções e me acalmando ao ver plásticas perfeitas: Parte 25
No dia anterior a cirurgia fiz dois exames: uma linfocintilografia e um agulhamento: Parte 26
Finalmente me internei e passei a noite muito nervosa: Parte 27
Levaram-me para a cirurgia: Parte 28
Fiquei um tempo esperando no corredor do bloco cirúrgico: Parte 29
Entrei na sala de cirurgia e apaguei com a anestesia: Parte 30
Na volta da anestesia senti frio e era difícil me manter acordada: Parte 31
Falava dormindo e continuava sem conseguir ficar acordada: Parte 32
Recebi visitas da minha médica, meu pai, meu namorado e algumas amigas: Parte 33
Estava cada vez mais agitada e querendo me levantar. Lutei para fazer xixi e evitar a sonda: Parte 34
Tomei uma sopa com cuidado para não ficar enjoada, levantei e finalmente fiz xixi: Parte 35
Tomei o restante da sopa e estava me sentindo muito bem: Parte 36
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No dia seguinte à cirurgia, fui acordada bem cedo pela enfermeira que tinha ido retirar e medir o líquido do meu dreno e me medicar. A enfermeira disse que eu precisava andar para ajudar a drenar a secreção e recomendou também que eu bebesse bastante água. Um tempo depois veio o café da manhã e eu estava faminta, como sempre. Eu estava muito feliz porque estava me sentindo ótima. Era como se eu nem tivesse feito uma cirurgia no dia anterior. Uma prima da minha mãe e muito minha amiga, foi para o hospital para ficar comigo nesse dia. Minha mãe precisava ir para casa descansar. Eu estava conversando com ela, toda animada. Ela ficou impressionada como eu estava bem.

06, o senhor é o novo xerife!!! (Tropa de Elite)

Pouco tempo depois recebi a visita da minha médica-anjo. Ela também ficou impressionada como eu estava bem disposta e corada. “Nem parece que fez cirurgia ontem”, dizia ela. Ela me disse que só me liberaria para ir para casa quando retirasse o dreno. E o dreno só seria retirado quando a quantidade de secreção diminuísse bastante. Disse também que o curativo só seria trocado dia sim, dia não. Perguntou se eu estava me alimentando bem. Eu disse que estava com o apetite de sempre. Ela também perguntou se eu estava movimentando o braço e eu disse que sim. Então ela pegou o meu braço e levantou uns 30 graus. Doeu muito, mas eu precisava desse choque para perceber que tenho que movimentar o braço. Ela explicou que quando fechou minha cirurgia, eu estava com os braços esticados num ângulo de 90 graus, como mencionei no dia da cirurgia, então, eu tinha plena condição de esticar o braço até 90 graus. Fazia todo sentido e a partir daí comecei a tentar alongar, forçar, sentir dor, mas a cada dia eu ganhava mais elasticidade.
Quando a minha médica já estava indo embora, a nutricionista chegou. Ela apenas perguntou minhas preferências e se eu estava me alimentando bem. Eu não esperava ser tão bem assistida num hospital público. Fiquei impressionada. Em seguida veio a enfermeira para fazer o curativo. Era uma enfermeira ótima. Ela estava grávida e era muito carinhosa com todas as pacientes. Ela chamava todas de Barbie.
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